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Como não errar na escolha de um ponto comercial

  • PUBLICADO EM: 22/07/2019
  • Tempo estimado de leitura: minuto(s).

"Uma boa ideia é um excelente ponto de partida para abrir um novo negócio. Dinheiro para o investimento inicial é básico – sem ele há muito pouco que fazer. Planejamento ajuda a eliminar problemas e a prever riscos. Mas o que dizer do local onde será instalada a nova iniciativa? Para muitos empreendedores em ramos como comércio ou alimentação, o ponto comercial pode fazer a diferença para o sucesso ou fracasso. Mas quais são os elementos que empreendedor deve avaliar antes de escolher a localização de seu restaurante, lanchonete, loja?

É um fator essencial, que vai influenciar muito o lado financeiro também. Um bom ponto significa vendas mais estáveis e, na última linha da demonstração financeira, significa um retorno mais rápido para o capital investido.

É claro que vai depender muito do tipo de negócio que será montado. Mas há alguns passos que servem para (quase) todas as atividades. Márcia Giubertoni, consultora de negócios do Sebrae-PR, sugere dois filtros para a análise de possíveis oportunidades nesse sentido. O primeiro diz respeito ao mix de negócios já presente na área que está sendo avaliada. “Há duas possibilidades que são promissoras”, diz ela. “Na primeira, não tem ninguém na região oferecendo o produto ou serviço com que o empreendedor pretende atuar. Nesse caso, não há concorrência e as chances de ganhos são claras. A segunda possibilidade é a existência de diversos outros negócios do mesmo gênero na região, o que faz dela um polo comercial nesse segmento.”

Hubs urbanos temáticos

As duas possibilidades são interessantes. Embora pareça um contrassenso abrir uma loja de calçados, por exemplo, em meio a diversos outros estabelecimentos que vendem o mesmo produto, há vantagens em estar presente em um polo como esses. “Quem vai até lá já tem uma decisão de compra na cabeça. Nesse caso, os diferenciais que o empreendedor conseguir colocar no seu produto ou serviço é que ajudarão o cliente a decidir por um ou outro.”

Essa é a lógica que leva à formação de hubs urbanos temáticos, como os restaurantes em Santa Felicidade, em Curitiba, ou no Bixiga, em São Paulo. O mesmo vale para polos de confecções, ou de automóveis, de oficinas mecânicas ou de eletrônicos... Toda grande cidade tem áreas que acabam sendo dedicadas prioritariamente a algum tipo de negócio.

Essa escolha também precisa levar em conta o poder aquisitivo da região. “Nós vemos muitos erros nesse sentido: empresários que apostam em produtos com um valor agregado mais alto em uma área mais humilde, onde os clientes não têm condições de consumir”, diz Edson Bernardes, gestor comercial da imobiliária curitibana Ótimo Ponto, especializada na venda de pontos comerciais já existentes. “Não quer dizer que esse empresário esteja fadado ao fracasso, mas ele terá que trabalhar muito mais com promoção e divulgação para trazer clientes de outras regiões para o seu estabelecimento.” Por isso Bernardes é favorável aos polos comerciais: “uma pequena diferença de serviço pode ser decisiva para a compra, a divulgação é mais barata e todos na vizinhança se beneficiam”.

O segundo filtro, diz Márcia, é o das comodidades que podem ser oferecidas ao cliente. O primeiro que vem à mente é o estacionamento: se os clientes não puderem parar no estabelecimento, também não irão gastar lá. “Saber se uma rua é movimentada é muito importante, isso vai garantir o fluxo de pessoas. Mas elas precisam ter um lugar para estacionar perto ou então o empreendedor precisa fornecer um lugar de parada, como uma área privativa ou um estacionamento conveniado.”

Além disso, é possível pensar em serviços adicionais a serem oferecidos. “É procurar atividades que se conectem: lojas de roupas com um salão junto, ou um café. Algo para as pessoas passarem mais tempo no local e, com isso, aumentarem o tíquete médio de compra”, sugere Márcia.

Depois de aplicados esses dois filtros, a consultora do Sebrae propõe uma pergunta adicional: será que você precisa mesmo de um ponto comercial?

“O empreendedor não pode esquecer da internet. Precisa estar bem situado na primeira página do Google, com foto da fachada, telefone atualizado, horário de funcionamento. Esse também é um ponto comercial”, diz. Para alguns negócios que exigem discrição – lojas de lingerie, por exemplo –, é possível ter uma localização um pouco mais afastada, desde que a loja possa ser localizável. Em outros casos, o empreendedor também pode trabalhar com entregas, o que demanda mais em termos de visibilidade virtual que localização."


Leia mais em: https://www.gazetadopovo.com.br/economia/ponto-comercial-como-nao-errar-na-escolha/

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